Justiça condena a 19 anos de prisão todos os acusados pela morte de Neneco

O jovem foi espancado até a morte quando saía de uma boate na Asa Norte


Neneco foi espancado até desmaiar nas proximidades da boate Fashion Clube em 2006 (Igo Estrela/Especial para o CB/Reprodução./CB/D.A Press)
Neneco foi espancado até desmaiar nas proximidades da boate Fashion Clube em 2006





































A Justiça do Distrito Federal condenou a 19 anos e 9 meses de prisão os acusados pela morte de Ivan Rodrigo da Costa, o Neneco. Alexandre Pedro do Nascimento, Edson de Almeida Teles Júnior, Fernando Marques Róbias - vulgo Lacraia -, Francisco Edilson Rodrigues de Sousa Júnior e Thiago Martins de Castro foram condenados por homicídio qualificado por motivo fútil, praticado por meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Em agosto de 2006 Neneco foi espancado na porta de uma boate da Asa Norte. Antes da decisão, divulgada nesta quinta-feira (8/8), cada advogado teve uma hora para sustentar a defesa.

Fernando e Francisco tiveram a pena reduzida para 18 anos e 6 meses pela confissão e por atenuântes. Já para Alexandre, a pena foi reduzida para 18 anos e 9 meses de prisão. Thiago Martins foi julgado separadamente em 2007, pois teve o processo desmembrado em virtude de outra condenação penal.

Entenda o caso

Neneco, saiu com a namorada e o amigo Luiz Alberto que estava fazendo aniversário para a boate Fashion Clube. Ao saírem da casa noturna, o trio teve de trocar o pneu do carro que estava vazio. Segundo testemunhas eles foram surpreendidos pelo carro de Fernando Lacraia, que vinha de ré rapidamente em direção a eles. Para alertar o perigo de colisão, Luiz Alberto teria dado um toque no vidro do carro em que se encontravam os suspeitos. Dois deles teriam descido do veículo para tirar satisfação.

Segundo a acusação, Lacraia teria iniciado uma série de golpes nas costas de Luiz Alberto. Quando ele tentou fugir, o suspeito deu vários socos na cabeça, no ouvido e na nuca de Luiz, até derrubá-lo. Enquanto isso, os outros suspeitos saíram do carro e começaram a espancar Neneco, atingindo-o principalmente na cabeça e no peito, de acordo com a denúncia.

A promotoria afirma que os suspeitos continuaram o ataque contra Neneco mesmo caído e desmaiado, sem condições de reagir. Pessoas que passavam pelo local chamaram a polícia e o Corpo de Bombeiros, e gritavam para que os suspeitos parassem com o ataque.

Neneco foi hospitalizado, passou por diversas cirurgias e, após nove dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), faleceu. Segundo a denúncia, os suspeitos eram capoeiristas e profissionais de lutas, alguns até professores.

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